Dessa vez sua partida foi definitiva, nada do que eu disse te fez voltar, nada do que eu fiz te fez mudar de ideia. E dói cada vez que eu lembro de você, que eu lembro da sua voz, quando eu lembro do quanto eu ainda amo você. Dói porque você é importante de um jeito que eu não fui pra você, nem nunca vou ser.
Palavras de Adeline Bäumler.
Mesmo depois de tudo, te procurei pelos bares dessa cidade. Foi doloroso não te encontrar. E mais doloroso ainda, foi aceitar que sobre a gente nem as mágoas restaram pra você afogar.
Eu lutei por você, estava lá quando ninguém mais estava, te ouvi, tentei entender, nem por um minuto quis admitir que não ia dar certo, porque mais que você, eu tinha fé na gente. Talvez ainda tenha, e isso me incomoda, a gente é cheio de “talvez.” “Se…” “Sei lá.” “É assim que tem que ser.” Mas, me sinto em uma corda bamba, andando com a ideia de que posso cair a qualquer momento. Não sei quem vai estar contigo quando eu realmente me cansar disso, espero que seja alguém com muita paciência. Alguém que te faça lembrar de mim, todos os dias. Só assim você vai perceber que eu não sou como ninguém, e que ninguém vai conseguir ser como eu.
Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.
Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.
Se eu gosto dessa vida? Ah, vamos lá. É só um trabalho. Você gosta do seu? Não tem dias que você quer sair correndo e nunca mais voltar? Você está a fim de fazer isso que você faz para o resto de seus dias? Às vezes você não sente que está empurrando tudo com a barriga em troca de um contracheque decente? Nossas realidades não são muito diferentes nesse ponto. Eu também estou atrás da felicidade, sinto falta dela, mesmo achando que nem sei o que é.